
Estudo indica fim do consumo passivo e reforça a necessidade de marcas criarem valor cultural, participação e conexão real com as comunidades
As estratégias de marketing em 2026 tendem a ser guiadas por curiosidade, intenção e emoção. É o que aponta o TikTok Next 2026, relatório divulgado pela plataforma que analisa mudanças no comportamento dos usuários e sinaliza caminhos para marcas em um cenário de consumo cada vez mais ativo e participativo.
Segundo o estudo, após um 2025 marcado por colaborações com criadores e fortalecimento de comunidades de nicho, o público deixa de apenas “rolar o feed” e passa a buscar experiências que justifiquem o tempo investido. Nesse contexto, o consumo de conteúdo se torna menos passivo e mais orientado à descoberta, à troca e ao retorno percebido.
O relatório se apoia no conceito de “Instinto Único”, que traduz uma mudança coletiva em direção a conexões mais humanas, intencionais e emocionalmente relevantes. A partir desse olhar, o TikTok organiza as tendências em três frentes principais. A primeira, chamada “Chá de Realidade”, aponta a valorização de conteúdos autênticos e comunidades fortes. Dados da plataforma mostram que Millennials e Gen Z no Brasil são 1,7 vez mais propensos a experimentar novas marcas quando há senso de pertencimento.
A segunda frente, “Fora do Script”, destaca a curiosidade como motor da experiência. O TikTok é cada vez mais usado como ferramenta de descoberta e busca, ampliando interesses além da intenção inicial. Dois em cada três usuários afirmam usar a plataforma para encontrar informações úteis, enquanto marcas como a Duracell já exploram insights culturais espontâneos para se conectar a comunidades específicas, como a de K-pop.
Já a terceira tendência, “ROI Emocional”, mostra que decisões de compra continuam sendo impulsionadas por significado e identificação. No Brasil, usuários do TikTok são mais propensos à recompra quando os anúncios permitem interação direta. Campanhas que combinam narrativa cultural e conteúdo nativo, como a da Johnson’s, exemplificam como engajamento emocional pode gerar impacto concreto de marca.
Para o TikTok, o recado é claro: em 2026, relevância não será apenas uma questão de alcance, mas de participação cultural. Marcas que souberem unir leitura humana, dados e tecnologia para criar experiências que despertem curiosidade e emoção tendem a se destacar em um ambiente cada vez mais exigente.
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